segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mulheres que fizeram história : Simone Beauvoir

   Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Forma-se em filosofia, em 1929, com uma tese sobre Leibniz. É nessa época que conhece o filósofo Jean-Paul Sartre, que será seu companheiro de toda a vida.

   Em 1945, ela funda, com Sartre, o combativo periódico Les Temps Modernes.

Escritora e feminista, Simone de Beauvoir fez parte de um grupo de filósofos-escritores associados ao existencialismo - movimento que teria enorme influência na cultura européia de meados do século passado, com repercussões no mundo inteiro.
Em 1949 publica O Segundo Sexo, pioneiro manifesto do feminismo, no qual propõe novas bases para o relacionamento entre mulheres e homens.




   Escritora, filósofa, mulher na vanguarda de muitas idéias e de várias atitudes: é realmente difícil definir ou delimitar a 
importância de Simone de Beauvoir para nós, mulheres e homens. Filha de um casal de contrastes – uma mãe 
fervorosamente católica e provincial e um pai cosmopolita e agnóstico –, Simone parece ter conseguido construir seu “projeto” de vida de forma profundamente (e para muitos da época, 
irritantemente) independente. Tantos são os livros, autores e autoras importantes em nossas vidas... mas na minha, Madame de Beauvoir encontra um lugar especial. 

   Simone queria demonstrar que a própria noção de feminilidade era uma ficção inventada pelos homens na qual as mulheres consentiam, fosse por estarem pouco treinadas nos rigores do pensamento lógico ou porque calculavam ganhar algo com a sua passividade, perante as fantasias masculinas. No entanto, ao fazê-lo cairiam na armadilha de se auto limitarem. Os homens chamaram a si os terrores e triunfos da transcendência, oferecendo às mulheres segurança e tentando-as com as teorias da aceitação e da dependência, mentindo-lhes ao dizer que tais são características inatas do seu caráter. 


   Ao fugir a este determinismo, Simone abriu as portas a todas as mulheres no sentido de formarem o seu próprio ser e escolherem o seu próprio destino, libertando-se de todas as ideias pré-concebidas e dos mitos pré-estabelecidos que lhe dão pouca ou nenhuma hipótese de escolha. Assim, a mulher, qualquer mulher, deve criar a sua própria via, mesmo que seja a de cumprir um papel tradicional, se for esse o escolhido por ela e só por ela.


Escrito numa época de dolorosa transição e reconstrução, no pós-guerra da Europa, o livro é um grito de libertação para todas as mulheres e também para a própria Simone. Através dele 
é que Beauvoir vai se afirmar, de modo definitivo, como pensadora original e testemunha crítica de sua própria época; ela desafia preconceitos e trata de forma aberta e simples temáticas tabu tais como: a sexualidade na infância, a menstruação, o erotismo, o desejo e a iniciação sexual, a religiosidade repressora, a cultura de dominância masculina e machista e a desqualificação cultural da feminilidade, o sexismo na literatura, o defloramento e  a brutalidade masculina na relação sexual, a virgindade, o orgasmo, o lesbianismo, a dominação masculina no casamento tradicional, a prostituição, a velhice, o suicídio, entre muitos outros.

   Sem dúvidas Simone Beauvoir fez e marcou história,e até hoje o livro O Segundo Sexo aborta temas tão atuais que parece que foi escrito ontem.Vale a pena ler,com certeza será um divisor de águas e marcará a vida de muitas mulheres.
E você já leu alguma obra de Simone Beauvoir?Compartilhe conosco.

Abraços.



domingo, 6 de maio de 2012

Machismo nosso de cada dia!

Esse anúncio foi publicado no dia 29 de Abril de 2012(isso mesmo 2012).Em um exemplar de domingo de um jornal de Jundiaí.,uma mulher enfiando uma faca em uma torradeira e ao lado a descrição: "Cuidado;ela também dirige."
Bem sugestivo essa propaganda não?!Apesar das estatísticas de transito apontarem o contrário,nós mulheres ainda somos consideradas motoristas inferiores aos homens.
É ainda enfrentamos preconceitos,mesmo que eles estejam assim: mascarados!



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Movimento Marcha das Vadias.

       O nome Marcha das Vadias vem do inglês Slut Walk, que surgiu no Canadá após um policial dizer em uma palestra universitária que para diminuir os estupros no campus as mulheres deveriam parar de se vestir como vadias. 

      
    No Rio, a Marcha das Vadias defendeu a melhora no atendimento de hospitais e delegacias às mulheres vítimas de abusos sexuais, o acesso sem burocracia ao aborto pelo Sistema Único de Saúde quando a gravidez for consequência de um estupro, além da implementação efetiva da Lei Maria da Penha, em casos de mulheres agredidas por companheiros.
   Ainda de acordo com os organizadores, marchas semelhantes já foram realizadas nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Holanda, Suécia, Argentina e Índia. No Brasil já aconteceram Marchas das Vadias em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Florianópolis, Juiz de Fora, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Natal.
Leia o manifesto completo clicando AQUI
Fica uma reflexão: então vadias não são mulheres de bem e podem ser desrespeitadas? A partir daí surgiu também um dos motes, que diz: "nem santa, nem vadia."



quinta-feira, 3 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ser mulher...ser muitas em uma só!

Acredito que qualquer mulher sabe muito bem  o que esta figura significa...
        Ser mulher é possuir mais do que mil e uma utilidades,atualmente fazemos mais coisas e ocupamos muitas posições importantes.
Você reparou como a vida de nós mulheres mudou nos últimos anos?
        No dia a dia nos multiplicamos em muitas; somos profissionais competentes,mães dedicadas,professoras (quem explica a lição as crianças?)filhas amorosas,esposas companheiras,cozinheiras,faxineiras,fitness (na corrida p/ o corpo ideal),economistas,consumistas (que mulher não é?),psicólogas (aquelas como eu que ouvem e aconselham)... Uffa!e tantas outras em uma só! Além de disso,precisamos manter a delicadeza, e a sensualidade feminina,sem nunca cair do salto.
Mas sabemos que nem sempre foi assim,que trilhamos um caminho árduo para conquistar um lugar de respeito em na sociedade,não foi fácil conseguir nosso espaço em uma sociedade machista e paternalista como a nossa,onde as mulheres eram vistas somente como donas de casa,a quem cabia criar ,educar os filhos e cuidar dos afazeres domésticos.Além de serem totalmente submissas as ordens dos seus maridos.
      Graças a persistência e ousadia de algumas mulheres,temos hoje direitos iguais aos homens,podemos votar,trabalhar,ocupar cargos políticos,chefiar afamilia...entre outros.Devemos também ressaltar aqui a importância dos movimentos feministas para que tais conquistas fossem asseguradas,esses movimentos se preocupavam não somente com a equidade entre os gêneros,mas de modificar a concepção, naturalizada, de que a mulher é mais “frágil” que o homem.Uma obra literária que influenciou bastante nesses movimentos,fortificando-os foi "O Segundo Sexo", de Simone Behavior. Pois retratava que a hierarquização dos sexos era uma construção social e não tinha relação com a natureza biológica,ou seja, a condição da mulher na sociedade era advinda da herança cultural de um sociedade patriarcal. Assim, a luta dos movimentos feministas, além dos direitos pela igualdade de direitos incorpora a discussão acerca das raízes culturais da desigualdade entre os sexos.  
     Hoje podemos comprovar que temos capacidade de fazer as mesmas coisas que os homens,hoje percebemos a entrada efetiva das mulheres no mercado de trabalho,ocupamos cargos de chefia,somos chefes de família e até Presitenta da República isso tudo,sem perder o charme,carisma,e  o encanto feminino.Sendo sempre muitas em uma só.


Grupo: Sou mais macho que muito homem.




domingo, 22 de abril de 2012

Pagu (Rita Lee)





Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Uh! Uh! Uh! Uh!...

Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Taratá! Taratá!...
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hanhan! Ah! Hanran!
Uh! Uh!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Uh! Uh!...
Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...(2x)
Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Taratá! Taratá!...



E você se identificou também?
Deixe sua opinião!


Beijos e abraços.

Sou mais macho que muito homem.

O que queremos saber?
Por que até os dias de hoje a mulher é discriminada, seja em relação ao trabalho, aos afazeres domésticos, às suas opções sexuais? Por que quando uma mulher exerce um cargo de liderança,  sua remuneração é menor que a de um homem no mesmo cargo? Quem determinou que cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos, usar roupas de cor rosa, é somente coisa de mulher?


O que já sabemos sobre o assunto?
Sabemos que a mulher vem se destacando cada vez mais no mercado de trabalho, que vem exercendo cargos e funções ditos como de homem, que ela tem várias jornadas, mas mesmo assim é discriminada socialmente, até mesmo em suas relações amorosas; que em muitas famílias brasileiras, a mulher é a chefe da família, pois é dela a maior fonte de renda. Temos como grande exemplo a nossa  presidente Dilma Roussef. Aposto que muitos homens não votaram nela,pelo fato de ela pertencer ao sexo feminino!


Qual o contexto?


A motivação em querer saber mais sobre o assunto está no fato de mesmo com tudo isso a mulher ser discriminada, apanhar dos seus maridos, ser julgada pela sociedade como ser frágil e submisso, a sociedade ainda determina que o homem, como ser considerado mais forte, detentor de poder, ainda achar que a mulher tem que ser submissa às suas vontades. E o pior de tudo, as leis brasileiras em nada favorecem à mulher, são frouxas e estagnadas.

O que precisamos fazer para investigar o que queremos saber?

Através de pesquisas, estudos científicos, entrevistas, documentários, vídeos, podemos conhecer as opiniões das pessoas em relação ao assunto e a trajetória que ele veio tendo até o século XXI.


Quais as areas de conhecimento?
Matemática, Estatística, Sociologia, História, Geografia.


Quais as tecnologias?
Jornais, revistas, internet (computadores), DVD, TV.



Abraços,


Lígia Alves, Sheila da Conceição, Simone Cavalieri e Veronica Pereira.